Dizem que 2011 não vai ser moleza.
Mas, também, se fosse molezinha
qual seria a graça?
A profecia acima estava na abertura das Notícias do Dia da edição de Ano Novo. Foi a única previsão que li ou escutei até agora que deu certo. E, mais admirável, é da minha lavra.
Mas estou convencido de que os donos das nossas vidas exageraram.
Por isso, aí vai:
Não tem como não tratar disso
Consegui ver e ler, mesmo me irritando muito, durante 3 dias o noticiário sobre a tragédia no RJ – a Zero Hora insiste em chamar de “desastre”. Pra mim, desastre é quando um carro se choca com um poste, por causa de um motorista bebum.
Não quero passar a impressão de que só por causa das coberturas de TVs, rádios, jornais e “portais” é que me irritei. Nada disso.
Sempre nestes pesadelos fico transtornado com o desprezo dos governantes que têm poder/dinheiro. Todos, TODOS não estão nem aí. Fingem sempre que não sabiam de nada, que o Governo não tem dinheiro, tal e coisa. Ou então prometem milhões e mais milhões e o dinheiro jamais aparece para esta gente, geralmente, muito pobre.
Quem paga a conta, sempre, é o prefeito, invariavelmente pelado.
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Sou um otimista.
Nos governos do nosso presidente Lula acreditei que ele iria ajudar esses infelizes que sofriam com uma catástrofe. Nada disso.
Lula preferiu ajudar os seus amiguinhos, como os presidentes do Paraguai, Bolívia, Venezuela, vários países africanos e até mesmo, creiam, a chamada Autoridade Palestina.
Quem sofreu com enchentes e secas ficou esperando, esperando.
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Agora, pensei que com dona Dilma, a nossa Presidenta, fosse ser diferente.
Mas, não. Quando a vi com aquele colete laranja, da defesa civil, caminhando meia sem saco por uma rua embarrada, pensei: Essa pobre gente não vai ganhar nem as horas. Claro que prometeram milhões e milhões de reais para a reconstrução das cidades.
Repete-se a história.
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É inacreditável!! Só duas coisinhas:
- o governador do RJ, Sérgio Cabral, estava de férias, fora do Brasil, e continuou por lá, mesmo sabendo que no Rio morria gente de manhã e o Estado desmoronava.
- dona Dilma, depois do estafante passeio pelas ruínas da Serra fluminense, veio descansar em Porto Alegre.
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Enquanto os brasileiros ficam tristes com a tragédia, doam em muitos casos o que não têm, eles os poderosos governantes dão risadas – lembram das imagens da primeira reunião ministerial? Todos riam em profusão.
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Pergunto: Se está faltando tudo para aquela pobre gente, de quem é a obrigação de enviar água, comida, etc.? Minha, sua? É, até pode ser, para ajudar, mas os governos tinham que estar empenhados em salvar vidas.
Não, eles lavam as mãos da lama e ficam dando risadas!!
(E o Sérgio Cabral, de tão preocupado, deve estar tomando duas garrafas de uísque por dia).
Chega!!
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Triste também são aquelas repórteres balsaquianas da Globo, te mostrando o que é lama, o que é um galho de árvore, um carro de rodas pra cima. Fora aquelas perguntas geniais.
Uma foi excelente. Depois de contar a vida de uma infeliz, que tinha perdido 11 parentes, ela pergunta: “Como você está se sentindo?”.
São humanas as balsacas da Globo.
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Vi algumas matérias da Record. Simples e sem a “genialidade” das gurias da Globo. Gostei muito de uma oriental que, além de bonitinha, sabia falar de improviso – na Globo elas não falam sem a orientação de produtores.
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Escutei também o Jocimar Farina, da Rádio Gaúcha. Bom trabalho, tanto quanto o Daniel Scola, que esteve cobrindo o terremoto no Chile.
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Chega!!!!
Arghhh!!!!!
Dizem que 2011 não vai ser moleza.
Mas, também, se fosse molezinha
qual seria a graça?
Prêmio Prévidi 2010 – Derradeira Seleção
Geral, Variedades e Política
TROFÉU ESPECIAL PRÉVIDI 2010 19 de março: Cadê a polícia, deputados?
Chico Buarque cantou: Chame, chame, chame lá / Chame, chame o ladrão, chame o ladrão.
Acompanhe: um sujeito, sem nunca ter se metido em encrenca criminal, resolve assaltar uma loja. Está entulhado de dívidas. Pega emprestado de um primo uma imitação de revólver e assalta uma padaria. Leva uma boa grana do coitado, mas paga suas dívidas e ainda sobrou uns trocos para o churrasco no domingo.
Não foi difícil da polícia o achar. Na delegacia, os policiais pegam o seu depoimento e ele se mostra mais do que arrependido. Chamaram o dono da padaria e o ladrão chora, diz que está arrependido e promete pagar tudo. O delegado entra em cena e pede a grana. O nosso ladrão diz que pagou as dívidas, mas que pode pagar a dívida parcelada.
O dono da padaria olha para o delegado, com ar de quem concorda. O delegado, então, soberano, sentencia:
- Então tá, vais pagar em 36 meses para o dono da padaria. Se não cumprir, vou te buscar!!
Cadê a polícia, deputados? - 2
Algo parecido com isso aconteceu neste início de ano na Assembleia gaúcha. Ficou comprovado que 29 pessoas, entre 2002 e 2009, receberam indevidamente mais de 2 milhões de reais. Inclusive 14 continuam trabalhando, 7 eram cedidos por outros órgãos, 2 já estão de pijama em casa e 6 eram CCs, mas já tinham sido mandados para casa.
Aí, o leitor deve estar curioso para saber se os 29 mutreteiros estão presos, se estão sendo caçados os responsáveis pela mutreta – porque para roubar mais de 2 milhões deve ter gente grande no meio.
Nada disso, nem a Polícia foi chamada. Cadê a polícia, deputados? - 3
O episódio é tão bizarro que burocratas da Assembleia fizeram campana para encontrar uma mulher que roubou 650 mil reais dos cofres públicos. Claro que não encontraram! Fico imaginando o burocrata-investigador chegando na repartição, no horário costumeiro, deixa o paletó na cadeira e comunica a chefia: “Estou indo para a tocaia da meliante!”.
Meu Deus do Céu, por que não chamaram a Polícia?! Que capacidade tem uma comissão de burocratas para enfrentar ladrões?! Cadê a polícia, deputados? - 4
Pelo que entendi, o atual presidente, Giovani Cherini, pegou o bonde andando. Já tinham decidido, no período do presidente Ivar Pavão, pela tal da “comissão de sindicância”. Só restou a Cherini acatar.
Ontem, o atual presidente assina uma nota. Vejam isso: Cerca da metade do valor já foi negociada para que haja retorno aos cofres públicos, através de desconto em folha de pagamento de forma parcelada. Com a apresentação do relatório final da Sindicância, os servidores que receberam os valores indevidos serão notificados para apresentarem a sua defesa, num prazo de três dias.
Taí, é o caso do cara que roubou a padaria. Ou tem diferença?
Está comprovado que os 29 roubaram dos cofres públicos e estão sendo tratados como “coitadinhos”. E ainda por cima vão apresentar “defesa”. O que estes bandidos vão dizer? Cadê a polícia, deputados? - 5
Tem mais uma: enquanto a Assembleia não publicar o nome dos 29 bandidos, todos os funcionários da Assembleia são suspeitos. TODOS!
A mesa Diretora da Assembleia tem que chamar o Chefe de Polícia para que se fala imediatamente uma investigação séria e, lógico, profissional. Os especialistas em crimes, tenho certeza, vão identificar os chefes da mutretagem, o que, pelo que se nota, a “comissão” de burocratas não identificou.
A impressão que nos passam é que ninguém está preocupado com os responsáveis pela roubalheira.
Não existe isso de roubar e devolver o roubo em 36 parcelas.
Onde se viu isso?
Se essa “investigação” fosse séria a primeira medida seria uma visita ao secretário da Segurança, porque os ladrões são profissionais – ninguém rouba por 7 anos, assim, sem ser do ramo.
Por favor, deputados, cadê a Polícia?! Cá entre nós
As entidades que representam os funcionários da Assembleia deveriam exigir da Mesa Diretora a divulgação do nome dos mutreteiros. Porque todos estão no mesmo saco. Todos são “suspeitos” da ladroagem.
Da mesma forma, deveriam exigir uma investigação profissional, responsável. POLICIAL.
Ou será que é melhor chamar o ladrão?
Troféu Muçum Ensaboado do Ano
Ou Troféu Boquinha Jobim do Ano:
A Luiz Augusto Lara, deputado estadual do PTB, que pelo terceiro governo seguido é secretário de Estado.
Teve boquinhas no Governo Germano Rigotto, Yeda Crusius e, agora, Tarso Fernando.
É mole?
Troféu Quase Me Suicido do Ano
Em 30 de março, Rogério Mendelski escreve à página, afirmando que o advogado e gremista desesperado estava liderando um movimento denominado “Volta, Ronaldinho”. Em março!!
Isso, vai para Nestor Hein!!
Ah, só para lembrar o desespero do cara: O famoso advogado é vizinho do Assis Moreira, irmão do “craque” Ronaldinho.
Troféu Inimigo de Porto Alegre do Ano
Por tudo que realizou nos últimos anos – e que foi registrado neste espaço –, a láurea vai para o comandante Raul.
Troféu Sobrou Pra Mim do Ano
Em maio:
Estou enquadrado
Ou quase. Ouvi uma genial: Mobilidade reduzida.
Perfeito!!
Não é aquele que se chamava aleijado. Mas o cara que as vezes está com um pepino nas pernas. Como, às vezes, tenho uns pepinos nas pernas, aí fico com “mobilidade reduzida”.
Manco, como se dizia antigamente. Hoje, falar isso é pior do que palavrão. E perneta? Coxo?
Hahahaha!!!!
Troféu Uma Pegadinha Histórica (continuação)
Está na edição anterior – no arquivo Ainda há tempo!. Contada pelo Rogério Mendelski. Foi sobre a morte do Jorge Mautner.
Na edição de 7 de maio a seqüência: Lucio Haeser:
Embora com qualidade de áudio um pouco ruim, a gravação original da notícia levada ao ar pela Continental sobre a "mort" do Mautner roda de vez em quando na Rádio Sem Fronteiras. Mas vou programar para rodar mais seguido. A Rádio Sem Fronteiras pode ser ouvida em www.continental1120.com.br.
O trote não foi passado por telefone. O que fez o Wladimir Ungaretti acreditar que a morte do Mautner era verdade foi o fato de ele ter visto o falso telex com os próprios olhos. Palavras dele e também do Paulo de Tarso Riccordi.
Fernando Albrecht:
Tô escrevendo um monte, mas de novo tenho que comentar um assunto, a morte do Jorge Mautner. Deu-se rigorosamente como o Rogério Mendelski descreveu. Quando a Continental deu o infausto acontecimento, os magrinhos da redação da Folhinha começaram a chorar e assobiar uma música do falecido, Maracatu Atômico. O Arthur Monteiro entrou na redação e com aquela cara de pau perguntou aos magrinhos porque a lamentação toda. “Morreu o Jorge Mautner!”.
Então o Monteiro fez uma pergunta que deixou a magrinhagem possessa: “Mas quem é esse cara?”
Troféu Paulo Pagodinho do Ano
Para o Marquinhos Canabis ou Marcos Seda.
Aquela sumidade, que dá palestras sobre tudo, especialmente sobre a luta anti-manicomial.
O gênio defensor da canabis escreveu isso: "...é possível que a maconha seja uma porta de saída para a dependência química por drogas pesadas. O que, se confirmado, será uma ótima notícia."
Troféu Marias da Penha Fajutas do Ano
27 de agosto:
O nosso presidente Lula sancionou nesta semana a lei que pune pais e mães que tentam colocar seus filhos contra o ex-parceiro, comportamento conhecido como “alienação parental”. A nova legislação prevê multa, a ser definida pelo juiz, acompanhamento psicológico ou perda da guarda da criança.
Diante de uma denúncia de alienação parental, o juiz deverá pedir um laudo psicológico para verificar se a criança está, de fato, sofrendo manipulação. Segundo a lei, se for verificada a veracidade das acusações, o juiz poderá “ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado, estipular multa ao alienador, determinar acompanhamento psicológico ou determinar a alteração da guarda do menor”.
Entre os atos que podem ser classificados como alienação está dificultar o contato da criança com o genitor, omitir dele “informações relevantes” sobre o menor e apresentar falsas denúncias sobre parentes da criança.
Troféu Jingle do Ano
Só um pedacinho, porque é genialíssimo e vocês iriam ficar em êxtase: Meu reino por um doce/
Vem pra Fenadoce...
Troféu Jingle Seriíssimo do Ano
Em 3 de agosto:
Baixou o espírito do secretário-geral da ONU
Ontem o Jornal do Comércio, de Porto Alegre, publicou as musiquinhas dos 3 principais candidatos ao Governo do RS.
Olha o refrão da letra do jingle do meu ex-candidato a secretário-geral da ONU, o popular Tarso Fernando: Rio Grande do Sul, do Brasil, do mundo,
Vamos com Tarso, governador
Rio Grande do Sul, do Brasil, do mundo,
Vamos com Tarso, governador Baixou o espírito do secretário-geral da ONU – 2
Como eu sempre escrevi, o “mundo é pequeno demais para Tarso Fernando!!!”.
Preparem-se: GOVERNADOR DO MUNDO!!
Ou seja, secretário-geral da ONU. Uma rápida alteração na musiquinha e pá! já temos jingle!!
Eu não desisto!!!
Troféu Piadinhas Rapidinhas do Ano - Estamos casados há mais de 20 anos e você nunca me comprou uma joia.
- Ué, eu nem sabia que tu tava vendendo joias.
Outra: Dois cara, num ponto de ônibus, jogam conversa fora:
- Minha mulher é um anjo!
O outro: - Você tem muita sorte. A minha ainda está viva.
Uma infame: Depois de uma semana de longas e cansativas reuniões, cientistas de 82 países conseguiram chegar a um consenso sobre o “Ponto G”.
Para eles a localização exata está no final da palavra “shopping”.
Mais uma: - Por que o cara louco insiste em ficar embaixo do tapete?
- Ora, porque é um louco varrido.
Para encerrar: Dois velhinhos:
- Tu prefere o Natal ou sexo?
- Sexo, é claro. Natal tem todo ano!!
A última, mesmo: O marido chega tarde em casa. A mulher dorme. Deita com cuidado e sussurra suave, apaixonado, no ouvido da mulher.
- Estou sem cueca...
E a mulher, rápida:
- Amanhã te lavo uma.
Troféu Perguntinha Relevante do Ano
Banco Santos vai patrocinar?
Notícia do Jornal: “Stela Farias defende a inclusão da bocha entre os esportes olímpicos”.
Troféu Profecia do Ano
Para o previdi.com.br mesmo. Sou o meu nostradamus predileto.
No dia primeiro de outubro previ: Na torcida!!
Tiririca!!! Tiririca!!! Tiririca!!!
Romário!!! Romário!!! Romário!!!
Paulistas e cariocas, aqueles que moram nestes estados, merecem estas duas figuras. Ao mesmo tempo
Cariocas e paulistas podem estar também na torcida:
Manuela!! Manuela!! Manuela!!
Troféu Sonho Impossível do Ano
Em 10 de setembro:
Quero ver os doutores do Ministério Público do Trabalho realizando o “Projeto de Atuação no Combate ao Trabalho Infantil Indígena no Rio Grande do Sul”.
Troféu Caras-de-Pau do Ano
Em 15 de outubro:
Só mesmo políticos e administradores de merda podem defender o SUS. Chegam a andar com um adesivo no carro: “O SUS é 10”.
Merdas!!
E, por favor, não venham me dar lição de moral, dizendo que estou “agressivo”. Outros escreverão assim: “Cadê o bom humor!”.
Esse monte de merdas me torrou a paciência. Hoje, o Políbio Braga conta que os diretores do Hospital das Clínicas de Porto Alegre fizeram um convênio com a Unimed. Os diretores do Clínicas!!
Quer dizer, nem eles confiam nos “serviços” que oferecem!!
E fazem com que todos nós banquemos a mensalidade da Unimed. Quer dizer, o sujeito paga o SUS e ainda tem que pagar um plano de saúde para essas joinhas!!
Prêmio Colaborador do Ano
Não preciso dizer que o maior colaborador do previdi.com.br é o Marco Aurélio Souza – e isto é assinalado desde a primeira edição do Prêmio Prévidi, em 2005.
Desta vez, além de destacar o Marco, faço um registro de uma sacada do Sérgio Oliveira, de Charqueadas. Foi em 3 de setembro: Esta Polícia Federal do PT e o Ministério Público são seletivos; agora, no caso este do Banrisul, segundo qual o mesmo teria sido lesado, sei lá, em R$ 10 milhões, fazem este carnaval todo; no caso da Bancoop, lá em São Paulo, que envolve petistas e o valor é de cerca de R$ 100 milhões, não se viu a atuação da Polícia Federal.
Sem levar em conta outros casos envolvendo petistas, como é o caso da Stella Farias, em Alvorada, por exemplo, cerca de R$ 3 milhões, que, proporcionalmente, seria mais robusto do que este do Banrisul. Os aloprados, em São Paulo, de 2006.
Troféu Sérgio Mallandro da Filosofia do Ano
Angelo Alfonsin resumiu em 17 de setembro:
Bah!, elogiaste a Marcia Tiburi de chata, e esqueceste as galochas. A filósofa é o Serginho Mallandro da filosofia, aquela mesmice de sempre com um repertório de obviedades próprias dos modernosos de plantão.
Ela, "enquanto" mulher, feminista e chata, merece um namorado para melhorar como diria Kant na "Crítica da Razão Pura".
Troféu Semelhanças do Ano
Pela robustez:
- Ricardo Vontobel (Vonpar) e Alexandre Mota (Record).
Pela caricatura de bigode:
- Guri de Uruguaiana (comediante) e Wladimir Ungaretti (professor e jornalista tri-de-esquerda).
Pelo visual:
- Débora de Oliveira, da RBS TV, e Merie Gervásio, na TV Record.
Só faltou o óculos:
- Milton Friedman e Lasier Martins.
Troféu Frases/Sacadas/Chamadas do Ano
Desculpem, não tenho saco e nem tempo para o twitter.
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Na TV: “Bem-vindo a Santa Catarina, um lugar de sonhos”.
Que o diga a coitada da guriazinha, vítima dos estupradores “dimenores” e riquinhos.
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Inúmeros jornalistas querem escrever bonito, rebuscado. Não entendem, e pelo jeito não vão entender jamais, que o bonito é o simples.
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Se todos os jornalistas que se acham gênios relinchassem três vezes antes de dormir, a cidade inteira acordaria com o barulho – Geneton Moraes Neto
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Esse papo de credibilidade…quem quer isso é pastor, padre.
Não vou fundar igreja, não quero que acreditem em mim.
Os jornalistas em geral se levam muito a sério. (Pedro Bial)
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Guilherme S. Villela
Disseste: O Eliseu Santos, no novo plano espiritual, deve ter pensado:
- A gente morre e não vê tudo!
Ou: "Morrendo e aprendendo!"
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Ex-mulher é igual a McDonald’s:
a gente sabe que não deve, mas acaba comendo de vez em quando.
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Quando o leitor for surpreendido dormindo no trabalho, levante a cabeça lentamente, continue com os olhos fechados e diga:
- Também proteja meu amado chefe. Amém.
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Se o público não entende, não acredita. – Nelson Motta
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As melhores entrevistas de Dilma são concedidas por Lula – Reinaldo Azevedo
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Assédio sexual só é crime quando o cara é feio.
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Há pessoas que gostam de rosas; outras de cravos. Eu, por exemplo, gosto de tulipas.
De preferência com chope.
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No país onde o ministro da Saúde diz que sexo é o melhor remédio, masturbação é genérico.
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Catador de lixo reciclável virou “agente ambiental”.
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Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? – Danilo Gentili.
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Vinho fino pode ter todos os sabores e aromas, qualquer fruta, menos o da uva – Bruno Vianna, jornalista e sommelier paulista.
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Sempre que escuto a palavra “liberal”, me vem na cabeça, imediatamente, “orgia”.
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Eu sou contra ser do contra!! – Valter Nagelstein.
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Bombril nas costas dos outros é esponja.
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Cerveja sem álcool é igual traveco:
A aparência é igual, mas o conteúdo é muito diferente.
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Novo piso salarial dos jornalistas da capital gaúcha – 1.480 reais.
Isto não é piso, é porão!! – Cristina Duarte.
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Sou exibido. Agora, tem colunista aí mais exibido do que eu.
Juremir Machado da Silva, no Bom Dia, na Rádio Guaíba, em 30 de abril.
(ao fundo, Zeca Pagodinho cantava um sucesso)
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O rei estava bastante tristonho.
Andava cabisbaixo em seu castelo de cartas marcadas. – Denison Mendes
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O horário político é o único momento em que alguns ladrões ficam em cadeia nacional.
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Por que as mulheres casadas são mais gordas que as solteiras?
Porque a mulher solteira chega em casa,
vê o que tem na geladeira e vai para a cama.
A mulher casada chega, vê o que tem na cama e vai pra geladeira.
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O mestre pondera:
Amigos,
"Estúdio de Rádio (e TV) " me parece uma boa ideia, mas é preciso ter muito cuidado com qualquer tipo de afronta à ética. O velho abraço de sempre,
Milton Ferretti Jung
TROFÉU CRIATIVO DO ANO Para Duda Garbi, o criador do Paulo Pagodinho.
(Vão querer uma explicação desenhada?)
Troféu Moral de Cueca do Ano
Parece mentira, mas é todinho da Zero Hora!!!
Em 10 de setembro, escreve de Lisboa o Marco Aurélio Trindade:
Tirei a frase abaixo do site da ZH onde eles explicam a novidade da cobrança pelo acesso ao jornal:
“Os conteúdos da edição impressa de Zero Hora na web serão cobrados a partir de hoje. Além de ajudar a cobrir os custos de produção das empresas jornalísticas, que pagam impostos, salários de jornalistas e equipamentos, a cobrança vai proteger os conteúdos dos jornais na internet.”
Ai eu te pergunto: sabes quando eles vão começar a cobrar de quem quiser ouvir a Rádio Gaúcha? Pelo que sei a rádio paga imposto, salário de jornalistas, equipamentos e se procurar no youtube está cheio de conteúdos da rádio desprotegido.
Outra coisa: ontem notei que na entrada do site havia uma notícia sobre um jogador do Inter que começou a jogar aqui em Portugal. A noticia foi copiada de uma notícia do jornal português chamado Record e tinha inclusive uma foto da página on-line.
Ou seja, a ZH quer cobrar pelo seu conteúdo, mas vai pegar e colocar no seu site conteúdo de jornais onde não é necessário pagar para se ter acesso. No meu tempo isso chamava-se cara-de-pau.
Troféu Chamadinhas Imbatíveis do Ano
O responsável pelas chamadas da programação de futebol da Band AM é o Eron Dalmolin, coordenador da Ipanema FM e apresentador do Na Geral da Rádio. Ele também imita Paulo Maluf, Silvio Santos, Lula, Collor, Olivio, entre outros. É genial!
As chamadas que são de gravar em CD para ter em casa.
Troféu A Coisa Mais Chata da TV e do Rádio Gaúcho do Ano
Os “debates” entre candidatos a qualquer cargo.
Fora o insuportável “neste momento”.
Troféu Outra Coisa Chatíssima do Ano
Entendidos, de modo geral, especialmente “comentaristas políticos” que dizem:
- O candidato baixou o nível!!
Ora, bolas!! Não tem debate se um não dá nos dedos do outro!!
Os idiotas deveriam conseguir uma cópia do debate entre Pedro Simon e Leonel Brizola para saber o que é confronto de idéias.
Troféu Esse é dos Bons do Ano
Guilherme Baumhardt, da Band.
Nilton Fernando, da Pampa.
Léo Saballa Júnior, da Gaúcha.
Maria Luiza Benitez, da Guaíba.
Jimi Joe, da Unisinos.
Alemão Vitor Hugo, da Ipanema.
Troféu Perdas do Ano
Um bom amigo, colega de faculdade, o jornalista Luiz Paulo Ruschel Daudt.
A correta jornalista Zélia Garcia. Não a conheci.
Troféu “Eu Não Vejo TV” do Ano
Para o jornalista Julio Ribeiro.
Casualmente, é o dono da revista Press & Advertising.
Troféu Nostradamus do Ano
Na véspera da eleição, o previdi.com.br previu:
O Magistrado vai comandar no domingo a cobertura das eleições na Rádio Gaúcha.
Já imaginou o que vamos ter de “não obstante”, “porquanto”, “nihil obstat”, “a priori”, “data venia”, entre outras pérolas rococós?
Não deu outra.
Troféu Olha o Passarinho do Ano
No dia 16 de julho: No Sala de Redação de hoje
- Olha o professor na televisão!!
- Onde é que eu estou?
Pano rapidíssimo.
Prêmio Maior Desfaçatez do Ano
Está na edição de 3 de dezembro. Vão querer comentários?
Não entendi quando vi ontem no Jornal da Meia-Noite, da TVCOM, que o “RBS Online” tinha vencido como Veículo do Ano no Salão da Propaganda. RBS Online? O que é isso, meu Deus?
Hoje de manhã a primeira coisa que fiz foi conferir o que é isso.
Não entendi nada. Vai, digita o endereço e aparece um troço estranho: http://www.tetoplex.com/forum/abrir_topico.asp?id=900&titulo=RBS+ONLINE.
Aí fui ver a notícia na Zero Hora.
Está lá: “Na noite de quinta-feira, a RBS Online, do Grupo RBS, venceu a categoria veículo do ano durante o Jantar da Propaganda, na Semana ARP da Comunicação. A premiação foi realizada no centro de eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre”.
Aí fiquei pensando: tá certo, mesmo uma coisa que não existe tem que vencer no Salão da Propaganda. Afinal, todo ano algum veículo da RBS tem que vencer.
Lembro que num ano, no início do século, concorriam a revista Press, o diário O Sul, e uma publicação ridícula da RBS, que durou algumas edições, chamada E Aí? Era uma revistinha mais do que ridícula.
Adivinhe quem venceu?
Prêmio Faceiro do Ano
Indiscutível.
Vai para o Rogério Forcolen, que saiu da Record RS, substituto do Alexandre Gordinho Mota, para brilhar no SBT Rio.
É ídolo do povão.
Troféu Sonho Fashion do Ano
Mariana Bertolucci, colunista, como ela mesmo escreve, de “frescuras sociais” da Zero Hora, colocou em seu blog, em 23 de abril do ano passado, a descrição de um sonho: (...)
Eu e a Dilma Rousseff chegávamos às ruínas de Machu Picchu. Bem animadas. Eu me achando a guia porque já conhecia o lugar.
No meio da multidão de turistas, bem na hora em que avistávamos o cartão postal juntas, e, provavelmente eu começaria a ... a mãe do PAC, explicando sei lá o quê, me distraí; e a Ministra Chefe da Casa Civil sumiu entre as pessoas.
Odiei perder a companheira.
Meu interesse por ela vem da adolescência. Tudo o que envolveu o Golpe de 64 sempre me fascinou.
Também quis mudar o mundo e aos 15 anos comecei a devorar toda a bibliografia sobre os porões da ditadura.
Troféu Chamadinhas de “Portais” do Ano
12 de março:
Não acreditei no que li. Fui conferir. E estava lá. Postado às 8h03min:
“Transatlântico tem segundo surto intestinal no mesmo mês”.
O Carlos Mota indaga: Eu só gostaria de saber o que este glutão transatlântico comeu, para ter mais um problema de estômago.
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5 de novembro:
No site do NH, hoje: 07:24 - BR-116: homem é atropelado e carro foge em São Leopoldo
Nem o 007 teve um carro assim!!
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7 de maio:
Na Zero Hora de hoje, legenda da casa do assassino de Novo Hamburgo: “Onde o gaúcho foragido vivia na Espanha”.
Na matéria interna sobre o Sanfelice: “(...) Mineiro, radicado no Sul, Sanfelice morava a 75 quilômetros do mar”.
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10 de setembro:
Carlos Mota: Eu não me segurei. Pensei em ti. É do portal de notícias GAZ, da Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul. Olha o último parágrafo: já pensou se o cara inventa de recuar para a frente? A história de um resgate
(...)
A escada foi aproximada e dois bombeiros solicitaram que o rapaz se apoiasse nos degraus. Contudo, acreditando que seria preso, ele acabou recuando para trás, de forma perigosa, apenas apoiado em uma das pernas. O policial militar que estava sobre o telhado da pizzaria chamou a atenção do jovem e os bombeiros, aproveitando-se da distração, agarraram o baiano e providenciaram a descida dele quando o relógio já avançava pela madrugada desta sexta-feira, à 0h50.
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10 de setembro:
Marco A. Souza: A ZH lê o previdi.com.br e não paga!!! Kakakakakkkkkkk!!
Já imaginou cobrar por correções (atualização é fashion) do clicrbs. Já imaginou pagar para ler isso?
Recebo esta pérola:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/
default.jsp?uf=1&local=1§ion=capa_online.
Colisão entre carro e
caminhão deixa dois presos
entre as ferragens em Caxias
Meu caro editor, pergunto: pela chamada de capa, os presos eram do semi-aberto???!!!
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17 de junho:
Marko Petek, da Suíça: zerohora.com
Novos "multiplicadores de educação no trânsito" se formam na Capital
Não segui adiante. Minha cultura não me permite alcançar tamanha erudição.
Não tô louco, não! http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/
jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2940619.xml.
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18 de junho:
Escreve o Fernando Albrecht:
Na edição online da ZH de ontem, saiu a seguinte nota: “O parlamento quer que o governo continue com o polêmico programa de enriquecimento de petróleo a 20%, uma das principais causas da imposição de sanções ao país pelo Conselho de Segurança da ONU".
Mais cedo ou mais tarde isso tinha que acontecer. Os jornalistas mais novos e inexperientes, ou não, submetidos à pressa cometem coisas assim. Só falta agora alguém escrever que os reatores nucleares estão na camada do pré-sal.
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18 de junho:
Carlos Koehler escreve:
Ontem no Chamada Geral 2a edição, da Rádio Gaúcha, o repórter de trânsito entrou ao vivo com "Atropelamento em andamento na Protásio!"
Imagino que o repórter, enquanto falava isso, observava o ônibus ou "veículo de passeio", não lembro bem qual, passava por cima da pessoa, pois o atropelamento estava em andamento. Deve ter sido horrível.
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18 de junho:
Chamada de capa do clicRBS de hoje: Mural: você também está achando o clima da Seleção chato?
Clima chato da Seleção?
Nublado, chuvoso, úmido?
Essa nem o Cléo Ventinho, que acha que sabe tudo, se arrisca.
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5 de outubro: O cúmulo da bobagem
Hoje de manhã na Rádio Gaúcha:
- O acidente na avenida Ipiranga foi no sentido PUC / Zero Hora...
Aí entra uma repórter:
- Não, foi no sentido Zero Hora / PUC.
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Troféu Lindos Nomes Duplos do Ano
O André Machado é André Luiz – xará do espírito.
O Nilson Mariano é Nilson Cezar.
O André Pereira também é André Luiz.
O Antônio Guri é Antônio Rogério.
O Julio Ribeiro é Julio Cesar.
A Lúcia Fontanive é Maria Lúcia.
O Políbio Braga é Políbio Adolfo.
O Cascalho Contursi é Antônio Carlos.
O Beto Lima é Gilberto Otávio.
O Valério Campos é Marcos Valério.
O Pedro Haase é Pedro Wilson.
O Mário Marona é Mário Renato.
O Marco Poli é Marco Aurélio.
A Vera Carneiro é Vera Regina.
O Giovani Grizotti é Giovani Antônio.
O Adroaldo Streck é Adroaldo Marli.
O Edegar Schmidt é Edegar Pascoal.
A Rosane Marchetti é Rosane Maria.
O Flávio Pereira é Flávio Roberto.
O João Garcia é João Antônio.
O Moacyr Scliar é Moacyr Jaime.
O Magistrado é Cláudio José.
O Wianey Carlet é João Wianey.
O Paulo Fogaça é Paulo Antônio.
Saiba aqui a diferença entre espumantes e outros produtos
Especial Ano Novo
Balanço do vinho brasileiro em 2010 Por Orestes de Andrade Júnior Cada vez mais, os espumantes brasileiros viram referência no mundo do vinho. Este ano, os 24 jornalistas e 12 compradores estrangeiros que estiveram visitando as vinícolas brasileiras a convite do projeto Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Ibravin e a Apex-Brasil, foram unânimes em reconhecer a qualidade e a boa relação custo-benefício dos espumantes verde-amarelos. O reconhecimento é similar no mercado interno, onde os consumidores passaram a apreciar nossas borbulhas em vários momentos e não só em comemorações festivas e nas tradicionais datas de final de ano.
O resultado efetivo é que a venda de espumantes baterá um recorde histórico no Brasil este ano. O volume comercializado deve se aproximar ou até superar a marca de 13 milhões de litros, muito acima dos 11,2 milhões de litros colocados em 2009 e que somavam, até agora, o maior volume já vendido no país. De janeiro a outubro deste ano, foram espalhados 7,9 milhões de litros de espumantes nas taças dos brasileiros, um acréscimo de 21% em relação ao mesmo período do ano passado. “O último semestre é responsável por 60% do volume de vendas de espumantes no ano”, informa o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Júlio Fante. Em anos anteriores, este percentual superava os 80%.
Conforme levantamento feito pelo Ibravin, o mercado de espumantes está em crescimento contínuo desde 2002. O aumento alcança uma taxa de 12,5% ao ano. Isto se deve aos novos hábitos de consumo para o espumante, seja o brut, o demi-sec ou o moscatel. “Há alguns anos, o espumante era usado somente em aniversários, casamentos, Natal e Ano Novo.” Hoje o consumo vai do aperitivo até a sobremesa, passando muitas vezes pelo acompanhamento de toda a refeição”, destaca Fante. As borbulhas estão presentes na happy hour, em eventos, solenidades, ou seja, os espumantes se transformaram em uma bebida do dia a dia, bastante democrática e universal.
Júlio Fante
Suco
Outro destaque recente do setor vitivinícola brasileiro é o suco de uva, paulatinamente adotado pelos consumidores como opção saudável e refrescante. Os primeiros dez meses de 2010 terminaram com um incremento de 22% na venda de suco de uva natural (com 100% da fruta) pronto para beber no Brasil, somando 24,8 milhões de litros, quase o volume total de todo o ano passado, que chegou a 25,5 milhões de litros. A comercialização total de suco de uva (reunindo o natural, adoçado, concentrado e reprocessado) teve alta de 19,7% de janeiro a outubro. “O ano está sendo bom também para o suco de uva, um produto que dá vasão a produção de milhares de pequenas famílias de agricultores”, comemora Fante.
O suco de uva natural e integral possui 100% da fruta, ao contrário dos refrescos, que têm de 2% a 10% de uva e os néctares, que contém de 20% até 30% de uva na sua elaboração. Os polifenóis, que combatem os radicais livres, estão amplamente presentes no suco de uva. “Nosso público alvo são as pessoas que desejam alimentos naturais e gostosos para uma vida saudável e divertida”, observa o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Paviani.
Para disseminar estas informações e ampliar ainda mais o mercado para o suco de uva 100% natural brasileiro o Ibravin, em conjunto com o Ibraf (Instituto Brasileiro de Frutas), criou o Programa de Desenvolvimento Setorial do Suco de Uva. Mesmo com toda a produção sendo absorvida pelo mercado interno, o programa já prospecta compradores pelo mundo. No início do ano foram definidos os quatro países prioritários para receber o suco verde-amarelo: Estados Unidos, Canadá, Angola e Emirados Árabes Unidos. Chile, Colômbia, Guatemala e Venezuela completam a lista de países que receberão, nos próximos dois anos, os investimentos do programa.
Vinho
A comercialização de vinhos elaborados no Rio Grande do Sul – responsável por cerca de 90% da produção nacional – alcançou um crescimento de 12% em 2009 no Brasil. Segundo Carlos Raimundo Paviani, o ano passado representa uma virada positiva para o setor vitivinícola brasileiro. “No início do ano, a nossa meta era estancar o ritmo de queda nas vendas que vínhamos sofrendo desde 2005”, recorda. “Encerrar o ano com resultados de dois dígitos, em um ano marcado pela crise econômica, foi uma vitória importante”, observa.
Este ano, a projeção do Ibravin é fechar o ano com 5% de crescimento nos vinhos. Até outubro, porém, o resultado é negativo, com queda de 5%. Mas os vinhos finos, especialmente o tinto, de maior valor agregado, teve 2,8% de crescimento de janeiro a outubro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2009. “Confiamos na reversão deste quadro no último trimestre do ano”, acredita Júlio Fante.
Mercado externo
O Projeto Setorial Integrado Wines of Brasil, que iniciou suas atividades em 2002, com a adesão de apenas seis vinícolas brasileiras, conta hoje com 37 empresas, sendo que 21 delas já efetivaram exportações. Em seis anos de trabalho, o valor exportado aumentou 20 vezes, subindo de US$ 231 mil em 2003 para US$ 4,68 milhões em 2008, um incremento de 1.927%. Justamente em 2008 os negócios encaminhados pelas empresas integrantes do projeto somaram exatamente o dobro das exportações de vinhos e espumantes de 2007.
O ano de 2009, contudo, foi de dificuldades, especialmente devido ao câmbio desfavorável. As exportações de vinhos brasileiros caíram pela metade na comparação com o excelente ano de 2008. Para reagir, o Wines of Brasil procurou focar o trabalho em oito mercados-alvo para a promoção dos vinhos brasileiros no exterior. Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Hong Kong, Países Baixos, Polônia, Reino Unido e Suécia foram os países escolhidos para receber a maior atenção e investimentos do Wines of Brasil em 2010 e 2011, com vistas às exportações de vinhos e espumantes verde-amarelos.
A estratégia deu resultado
De acordo com a gerente de Promoção do projeto, Andreia Gentilini Milan, até novembro deste ano o Brasil já superou em volume e em valores a exportação de vinhos engarrafados (foco do projeto) de todo o ano passado. De janeiro a novembro, foram vendidos 1,62 milhão de litros de vinhos para o exterior, ante 1,49 milhão de litros colocados em 2009. Isto rendeu um total de US$ 3,84 milhões até novembro deste ano, contra US$ 2,57 milhões de 2009.
Mas por que investir tanto no mercado externo, se o mercado brasileiro é imenso e cobiçado por todos os países produtores de vinhos do mundo? Andreia Gentilini Milan tem a resposta na ponta da língua: “O sucesso das exportações de vinho fará o consumidor brasileiro diminuir seu pré-conceito quanto aos nossos produtos, tornará nossos produtores mais competitivos principalmente no mercado doméstico e dará ao setor visibilidade, reconhecimento e a capacidade de se anteceder a tendências mundiais.”
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Vinícola Vinhedo Routhier & Darricarrère
Filosofia de Vinificação
A vinícola Vinhedo Routhier & Darricarrère busca através de uma integração perfeita entre terroir e enologia elaborar vinhos distintos dentro do estilo do velho mundo e do slow food, um vinho que valorize a boa mesa e que converse conosco durante o serviço.
Dentro desta filosofia um vinho não deve se impôr a um prato e sim, engrandecer-lo.
Por isto, buscamos o equilíbrio entre os sabores do vinho, o calor do álcool, a acidez, a fruta, a madeira, o tanino, a gordura dos polissacarídeos, etc. No aspecto aromático, buscamos a complexidade através da sutileza dos aromas que devem chegar de forma sequencial durante o serviço.
A vinícola tem capacidade total de produção de 30.000 litros anual e o foco de sua produção está em vinhos de alta qualidade.
O savoir-faire bordalaise
A vinícola Vinhedo Routhier & Darricarrère é fruto de uma sociedade entre a família Darricarrère de origem francesa pied noir e Routhier, franco-canadense.
Estas duas famílias são parceiras comerciais há mais de 30 anos. A empresa produtora de frutas cítricas Sandupay, fundada pelo patriarca André Darricarrère, exporta sua produção à empresa da família Routhier, grande distribuidor de frutas de Montreal.
Em 2002 Pierre e Jean Daniel Darricarrère iniciaram o projeto plantando o vinhedo nas terras onde também possuem uma plantação de cítricos. Em 2008 Michel Routhier entrou como sócio e foi construída a primeira parte da vinícola.
Anthony Darricarrère, enólogo responsável pela produção da vinícola, representa a décima geração desta família no cultivo de uvas e produção de vinhos.
Alguns membros da família também possuem vinícolas em Bordeaux e Napa Valley, Califórnia.
Pierre Darricarrère (sócio-proprietário) e Anthony Darricarrère (enólogo).
O Vinhedo e o Terroir
O vinhedo localizado em Rosário do Sul, região da Campanha Gaúcha, que tem demonstrado ser um ótimo terroir para uvas viníferas, tem apenas 5 hectares das variedades Cabernet Sauvignon e Chardonnay. O foco da produção está na qualidade e para isso foi escolhido o porta-enxerto 420 A que extrai menos potássio assim conseguindo excelente equilíbrio entre pH e acidez total e o Clone Cabernet Sauvignon191 A Seleção INRA, que propicia maturação média à tardia.
O solo do tipo São Pedro é um solo arenoso com 1% de matéria orgânica. O vinhedo foi plantado na encosta leste no sentido norte sul para aproveitar os primeiros raios de sol da manhã.
A colheita foi feita em diferentes maturações e a decisão do momento certo de colher foi tomada através da desgustação de bagas.
O vinho Província de São Pedro
Cabernet Sauvignon é uma variedade que em diferentes maturações entrega diferentes sabores, envelhece muito bem e é a rainha das uvas para os enólogos.
Foram Elaborados 6500 garrafas deste Lote 1.
Este Cuveè é o corte de 2 safras: 2008 e 2009.
Safra 2008: álcool 14%vol, aromas de cajú, folha seca, mel, paladar quente e redondo.
Safra 2009: álcool 14%vol, aromas de marmelada, cereja, batom, chocolate, muito redondo no paladar.
Vinificação traditional bordalesa.
Sete pequenas fermentações, algumas indígenas, grãos inteiros, seleção de grãos, descuba por degustação, 30 dias de maceração pós -fermentativa.
Projetos
Neste mês de dezembro ficaram prontas a construção da segunda parte e a reforma da vinícola. A partir de março estaremos recebendo visitação com hora marcada.
Com o financiamento da Caixa RS está sendo adquirida a linha de engarrafamento para espumante. O primeiro vinho espumante da vinícola será lançado em outubro de 2011.
Dados para contato: Gabriela Puhl Darricarrère
redvin@redvin.com.br
55 8119 1025
Anthony Comerlatto Darricarrère
Anthony@vitrusul.com.br
55 99788048
55 3286 2966
Encerrei
Não tenho mais paciência de ficar pedindo – e alguns casos implorando – para que respondam as 30 perguntas. Sei que a grande maioria gosta de ler este espaço, mas ficam “tímidos” para responder.
Tens uns bobalhões que nem respondem ao pedido.
Está aí o arquivo para quem não leu algum.
Novidades na telona Fim de temporada.
Tropa de Elite 2 bateu as bilheterias dos espíritas Chico Xavier e Nosso Lar. A violência urbana venceu a espiritualidade do brasileiro.
Teve boas comédias como Se Beber Não Case (vai ter continuação, veja abaixo!!) e dramas como A Origem (cenas de encher os olhos). Mas se prepare, tem mais em 2011.
Vem aí a nova comédia dos irmãos Peter e Bobby Farrely (Quem Vai Ficar
Com Mary?). "Passe Livre" apresenta a dupla Owen Wilson (Marley e Eu) e Jason Sudeikis (Amor à Distância), dois homens casados que ganham uma semana de folga no casamento. O roteiro é o seguinte: os amigos Rick e Fred (Owen Wilson e Jason Sudeikis) estão inquietos e cansados da rotina do casamento. Tudo muda quando suas esposas (Jenna Fischer e Christina Applegate) tentam uma abordagem ousada e oferecem um “passe livre”: uma semana de total liberdade para que os dois façam o que quiserem, livres das obrigações do matrimônio. Previsto para estrear em 11 de março de 2011 no Brasil.
A Warner Bros informa que Zé Colmeia – O Filme, a nova aventura em
live action e animação, teve sua data de estreia antecipada nos cinemas brasileiros para 21 de janeiro. No elenco estão Dan Aykroyd e Justin Timberlake, que emprestam suas vozes aos personagens principais Zé Colmeia e Catatau na versão original. No filme, o parque Jellystone está perdendo visitantes, por isso o prefeito decide fechá-lo e vender as terras.
Isso quer dizer que Zé Colmeia e seu amigo Catatau perderão a única
casa que eles conhecem.
Se Beber, Não Case! 2 é a sequência do diretor Todd Phillips para o sucesso de Se Beber, Não Case!, que se tornou a comédia para adultos com a maior bilheteria de todos os tempos, além de ganhar o Globo de
Ouro® de Melhor Filme – Comédia ou Musical.
Repetindo seus papéis estão Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis e Justin Bartha. Mike Tyson também volta para completar o elenco. Desta vez os amigos viajam à exótica Tailândia para o casamento de Stu. Após uma inesquecível despedida de solteiro em Las Vegas (primeiro filme), Stu não quer correr riscos e decide fazer um almoço seguro e deprimente na
véspera do casamento.
No entanto, as coisas nem sempre seguem conforme o planejado. Se o diretor manter a criatividade, o filme promete. Se bem que ele deixou a deixar em "Um Parto de Viagem", com Robert Downey Jr. Se Beber, Não Case! 2 está sendo filmado em Los Angeles e também em locações na Tailândia. A previsão de estreia mundial é maio de 2011. Um abraço e Boas Festas !!
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Quarta, 1º de dezembro de 2010
Mesmice, mas é Woody Allen Woody Allen completa 75 anos nesta semana e tem mais de 40 filmes. Mas deu uma guinada na carreira, passando de comédias para dramas com humor. Seus últimos filmes tratam das relações humanas e o tema preferido são os encontros e desencontros do amor. "Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos", que está em cartaz na cidade, não foge disso.
A veterana Gemma Jones é Helena, que busca esquecer o ex-marido depois de 40 anos de casamento. Ela escuta os conselhos de uma vidente charlatã, que são melhores do que a terapia (e mais baratos).
Afinal, muitos gostam de viver de ilusões. O ex-marido é Alfie, vivido por Anthony Hopkins, um sessentão que não quer ficar velho e tem a companhia de uma atriz pornô, a loirosa sexy Lucy Punch, mais uma descoberta de Woody.
Eles protagonizam as cenas mais engraçadas do filme, mas o romance termina de forma trágica. Tem ainda a filha de Helena e Alfie, interpretada por Naomi Watts, que é casada com o escritor frustrado Roy (Josh Brolin), mas é apaixonada pelo patrão (Antônio Banderas).
E Roy tem uma paixão platônica pela vizinha, a bela atriz indiana Freida Pinto (de Quem Quer Ser Um Milionário?). Todos tem ligações, mas não mantém laços de família. São expectativas e frustrações, que Woody Allen sabe explorar. O diretor deixa claro que não interessa se os relacionamentos vão dar certo ou não. O que importa é fazer acontecer. Será que vale a pena se aprofundar nos problemas conjugais ? Ou seguir a música do Zeca Pagodinho: "deixa a vida me levar..." Veja o filme e tire suas conclusões.
Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos - Woody Allen - 98 minutos - 12 anos
Terça, 16 de novembro de 2010
Um Parto de Viagem - Frustração na platéia
Todd Phillips me decepcionou.
O diretor da melhor comédia do ano (Se Beber, Não Case) não teve a mesma criatividade e deixou a desejar na sua nova produção "Um Parto de Viagem" (versão horrível do título original Due Date - Data de Vencimento).
Mesmo com um enredo nada original, dos dois caras que não se suportam e viram amigos na viagem, Phillips poderia ter explorado melhor a história. Robert Downey Jr. é o arquiteto Peter Highman, que pretende ver o nascimento do primeiro filho em Los Angeles, mas encontra pelo caminho o ator desempregado Ethan Tremblay, vivido por Zach Galifianakis (o "barbudinho" maluco, irmão da noiva no primeiro filme).
A produção começa lenta, com muito diálogo desnecessário e só engrena quando os dois caem na estrada e atravessam os EUA, passando por algumas situações inusitadas.
Galifianakis (isso é grego?) até consegue tirar umas cenas engraçadas, junto com seu buldogue francês. Tem sequências inusitadas como a surra de um cadeirante, Juliette Lewis (ainda com aquela carinha de inocente) vendendo maconha e os dois policiais doidões na fronteira do México. Jamie Foxx faz uma participação engraçada também e o próprio diretor aparece como o companheiro da Juliette.
Uma bela cena é a visita ao Grand Canyon. Uma coisa o diretor acertou de novo: a trilha sonora. O clássico Hey You, do Pink Floyd, na cena que Ethan se chapa no carro "viajando" na estrada é muito legal. E para completar: o companheiro de viagem de Downey Jr. leva as cinzas do falecido pai numa lata de café. Imaginem o que acontece. Um Parto de
Viagem não é original, lembrando Antes Só do Que Mal Acompanhado (com Steven Martin), mas garante alguns momentos de bom humor. Só não dá para comparar com a outra comédia do Todd.
Um Parto de Viagem (Due Date), de Todd Phillips, comédia, 95 minutos
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Quarta, 3 de novembro de 2010
Comer, Rezar e Amar Desculpa o preconceito, mas o filme "Comer, Rezar e Amar" é para o público feminino mesmo. A história da escritora Liz Gilbert (Julia Roberts) retrata bem as angústias da mulher moderna, que conquista tudo, mas está sempre insatisfeita. E a culpa não é nossa (sai prá lá TPM). Pelo menos a película serve para se conhecer as crises existenciais das nossas parceiras. Entendê-las é o dilema de cada um.
O diretor Ryan Murphy mostra essa jornada em busca do auto conhecimento. A personagem, cansada do "papai-com-mamãe", está perdida e em busca do que deseja na vida. Ela deixa a zona de conforto, resolve se separar (pobre do marido) e viajar pelo mundo. E descobre então os prazeres da gastronomia, da meditação e do amor, ao se encontrar com um brasileiro (vejam só !!). O filme é uma volta pelo mundo. Começa com Julia Roberts em Bali, ouvindo as previsões de um xamã desdentado, que lembra o Yoda (Star Wars).
Depois ela vai para a Itália comer massas em Roma e pizza em Nápoles (os restaurantes dos shoppings vão faturar após a sessão). Além da comida tradicional, ela se depara com as matriarcas italianas (a parte mais cômica), faz boas amizades e dá valor a vida social.
Na India, a escritora busca a paz interior, mas é preciso disciplina e paciência com os costumes locais. Lá conhece um americano metido do Texas, que faz a gente chorar ao revelar os motivos que o afastaram da família e o levaram até o país das vacas sagradas. E depois a protagonista retorna para Bali, onde conhece uma mulher divorciada (que também sofre discriminações) e uma brasileira extrovertida. Nessa parte entra uma trilha sonora nacional e aparece Javier Barden "imitando" um brasileiro. Até se arrisca com algumas expressões bem da nossa terra (imaginem um espanhol falando inglês e português!!). O final é típico de uma história romântica, mas Júlia Roberts deixou a desejar, não representando aquela paixão esperada para quem descobriu o amor. Acho que ela continua insatisfeita.
Comer,Rezar e Amar (Eat, Pray, Love), de Ryan Murphy, drama, 140 minutos, 12 anos
Bad Santa "Papai Noel às Avessas" (um bom título brasileiro para o original "Bad Santa) foi uma grata surpresa seis anos atrás, quando o cinema americano já estava dominado pelo politicamente correto, principalmente no filão das comédias natalinas. Aqui, o Papai Noel dos shoppings é um bêbado (Billy Bob Thornton), que chega em um momento extremo a ter que se arrastar até a poltrona aveludada, todo mijado. Seu principal ajudante é um anão desbocado, cuja principal função é tentar manter o parceiro na linha, pois os vícios e a falta de responsabilidade do Papai Noel podem arruinar o verdadeiro ganha-pão da dupla: roubar as lojas durante a noite, aproveitando o disfarce.
"O que você vai querer de presente neste ano? Uma bicicleta? Essa é nova!", diz o Papai Noel totalmente fora do padrão para uma das crianças que se arrisca a subir no seu colo. Billy Bob Thornton teria admitido que estava realmente bêbado em quase todas as cenas gravadas para o filme, o que não é de se duvidar, avaliando a performance do ator. A produção encontrou sabe-se lá onde onde uma criança de oito anos para interpretar um personagem que tem muita fé na veracidade desse Papai Noel, mesmo sendo ele tão magro quanto um Marco Maciel, que mantém uma constante cara de descontentamento, totalmente impaciente. "Papai Noel, o senhor quer um sanduíche?"
Entre outros personagens hilários, bizarros e surreais do filme, há a avó senil da criança, o gerente sem noção do shopping e também uma mulher "tarada pela farda" de Papai Noel. No final, fica a sensação de que alguém da produção deu um toque para o diretor do filme, algo como "assim já é demais né", e até uma mensagem edificante é passada antes de subirem os créditos, mas nada que chegue a estragar a diversão ou muito menos tirar uma estrela desta comédia.
Papai Noel às Avessas. (Bad Santa), EUA/Alemanha. 2003. 90 minutos. De Terry Zwigoff. Com Billy Bob Thorton, Bernie Mac.
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Sexta, 17 de dezembro de 2010, e final de semana
Green Card - Passaporte para o amor Uma comédia romântica que não irrita o espectador do sexo masculino merece aplausos e altas recomendações. Green Card (que no Brasil recebeu o subtítulo pra lá de idiota "Passaporte para o Amor") pode ser considerada a "melhor comédia romântica de todos os tempos", em uma análise rápida. Na trama, George Faure (Gérard Depardieu) é um compositor francês tentando ganhar a vida e principalmente um visto permanente para seguir nos Estados Unidos. Para obter o "cartão verde", o estrangeiro tem que estar casado com uma americana. Brontë Parrish (Andie MacDowell) aceita juntar-se ao excêntrico, pesado e narigudo francês, porque quer permanecer morando em um prédio "proibido para solteiros" (!) .
O casal tem que comprovar que a união não é de mentira para a Imigração, cujo interrogatório a ser aplicado na dupla inclui questões bizarras, como "qual é o creme de rosto preferido da sua esposa". Já dá para sentir que alguma coisa vai dar errado assistindo a preparação de George e Brontë para a "Inquisição", com um tentando decorar as características e preferências do outro, e também é muito possível que os dois acabem mesmo se apaixonando no meio do caminho, como acontece em todos os filmes do gênero. Mas, acredite, essa comédia romântica vale à pena...
O diferencial desse "Greencard" em relação às sempre iguais comédias românticas americanas está no roteiro, na direção prestigiada do australiano Peter Weir (de Sociedade dos Poetas Mortos e o Show de Truman), no desfecho emocionante e imprevisível, e, claro, nos atores. Foi a primeira atuação de Gérard Depardieu em um filme americano, que lhe rendeu inclusive uma indicação ao Globo de Ouro, e que lhe abriu caminho para assumir a persona de Cristóvão Colombo em "1492 - A Conquista do Paraíso", de Ridley Scott, dois anos depois. E Andie MacDowell estava na época, 20 anos atrás, vivendo o auge de sua beleza, bastando alguns sorrisos aqui e ali para justificar sua esplendorosa presença no elenco.
Green Card é tão bom, mas tão bom mesmo, que nem mesmo a presença dos acordes melosos de músicas da australiana Enya em algumas cenas chega a atrapalhar a "diversão".
Green Card - Passaporte para o amor. EUA/1990. Escrito e dirigido por Peter Weir. 107 minutos
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Sexta, 10 de dezembro de 2010, e final de semana
Primeira temporada "Breaking Bad" já está na terceira temporada, com a quarta devendo estrear em março na tevê americana. No Brasil, o canal AXN exibiu recentemente a segunda. Estamos defasados, como sempre. Mas, enfim, o seriado dramático ganhador de dois prêmios Emmy neste ano (melhor ator para Bryan Cranston e melhor ator coadjuvante para Aaron Paul) trata de Walter White, professor secundarista de química, lavador de carros nas horas vagas, que, ao descobrir ser portador de um grave câncer de pulmão, passa a usar seus conhecimentos da tabela periódica dos elementos para produzir metanfetamina (crystal meth).
Mas, não basta produzir a droga, ela precisa ser distribuída, e é aí que entra Jesse Pinkman, traficante, não por acaso ex-aluno do professor White em uma escola de Albuquerque (Novo México). Completando o centro principal de personagens, temos Walter White Jr. (RJ Mitte), o filho deficiente do professor e de "Skyler White" (Anna Gunn), que está grávida, e ainda Hank Schrader (Dean Norris), o cunhado, agente do Departamento de Narcóticos de Albuquerque (!).
O seriado, apesar de aclamado pela crítica e do reconhecimento pelos diversos prêmios já recebidos, foi acusado de fazer apologia do tráfico de drogas, conclusão que só pode ter sido tirada por alguém que assistiu apenas um episódio ou no máximo alguma cena no Youtube. O professor passa a ganhar dinheiro, sim, com o "novo ramo de negócios", mas sem deixar de ir perdendo coisas muito mais importantes no meio do processo.
Os textos deste espaço são assinados e de responsabilidade dos autores.
Não expressam necessariamente a opinião do editor.
Especial 2011 – Parte 2
Terça, 26 de outubro de 2010
Glênio Reis – um homem, um exemplo Toda terça participo, às 8 horas, do programa Guerrilheiros da Notícia, na Rádio Pampa. Simplesmente por um motivo: ficar ali babando um dos meus ídolos, Flávio Alcaraz Gomes. E aproveito para dar algumas opiniões.
Hoje não poderia ter tratado de outro assunto. Quando o programa começa, os convidados sempre falam de alguma coisa, tema livre. Fui o primeiro a falar e contei rapidamente uma historinha, que reproduzo.
Durante dois anos, 87 e 88, editei um jornal mensal maravilhoso chamado Rua da Praia – Jornal do Centro. Me divertia muito. Na edição de ontem, no Estúdio de Rádio e TV, contei um pouco da história do mensário. O legal é que pra nós não tinha censura, a gente tratava de tudo, publicava tudo.
Bem, em novembro de 88 minha mãe morreu e não tive mais como fazer o jornal, mesmo que os sócios Jorge Nascimento e Najar Tubino insistissem na continuidade. Não tinha condições, estava confuso, um horror.
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Aí contei uma história impressionante.
No sábado fiquei alheio a tudo – não li nada, não escutei rádio e à noite liguei, como sempre, na Rádio Gaúcha para dar uma espiada no “Sem Fronteiras”, apresentado pelo antológico Glênio Reis.
Para resumir, ele falava na morte de sua companheira, de 82 anos, na madrugada daquele sábado. Foram 53 anos de casamento. E eu pensei: isso não pode ser ao vivo. Era ao vivo! Quer dizer, ele deixou o velório de seu amor para ir apresentar o programa!! Sabe por quê? Foi um pedido dela – “não deixa de apresentar o programa quando eu morrer. E coloca As Rosas Não Falam”.
Meu Deus!!
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Ele estava liquidado, claro, se notava pela voz. E falou, como sempre, de improviso, dedicou o programa a “minha eterna namorada”, a “minha amiga, companheira, que me deixou definitivamente às 4 horas da madrugada deste sábado”.
Escutei este áudio, algumas vezes, durante o dia de ontem. Um amigo da Rádio Gaúcha me enviou estes 10 minutos antológicos.
Gostaria que todos escutassem estes minutos memoráveis. Vai!!
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Ainda vou conhecer o Glênio Reis, ao menos para dar um beijo em sua mão.
Reverenciar o apresentador do GRShow, programa que gostava muito nos anos 60, quando cheguei a Porto Alegre.
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Terça, 20 de abril
A viadagem tomou conta!!
Não tenho vergonha ou qualquer outro tipo de sentimento covarde de me posicionar contra atos ou fatos que acredito falsos, errados ou canalhas. Quem me acompanha sabe disso. Quem não me acompanha normalmente, digo: não suporto qualquer tipo de mutreta e mesmo cinismos politicamente corretos.
Há alguns anos me posicionei contra as chamadas “manifestações de carinho e afeto” de homossexuais em locais públicos. Como moro na Cidade Baixa assisto diariamente, a qualquer hora, este tipo de manifestação que de “carinho e afeto” não têm nada – é pura sacanagem a céu aberto. Pô, por que não vão para casa, para um motel?
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Por isso, perdi alguns leitores e até mesmo uma amiga, por me taxarem de “homofóbico”. Só respondia assim: se ser contra dois sujeitos barbudos ficarem num domingo, às 5 da tarde, se beijando na boca numa mesa de bar na calçada de uma rua movimentada, sendo que um deles com a mão nas “partes” do outro é ser homofóbico, eu sou.
Paciência.
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Porque dentro dessa nova ótica corretíssima, os casais homossexuais têm o direito de fazer o que bem entenderem, em qualquer horário e em qualquer lugar. Os hetero, inclusive as crianças, tinham que fingir que não viam nada. Assim é a regra na Cidade Baixa!!
Já escrevi, várias vezes, que a esculhambação tomou conta aos domingos na avenida Lima e Silva. Antes se restringia ao Olaria e se expandiu para a frente do Zaffari. E foi tomando conta
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Dei um pau danado na época em que rapazinhos e mocinhas, de todos os sexos, fizeram um protesto na frente do Olaria, porque um segurança ousou dar uma chamada num casal do mesmo sexo que se excedia. Muita gente da “mídia séria” defendeu o “protesto”. Abaixo a repressão sexual, bradaram!!
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No domingo passado, o dono do Cine Guion, dentro do Olaria, resolveu cancelar uma sessão, pela baderna, pela viadagem e pelo consumo de drogas na área. Aí a classe média babaca constatou que essa gente estava se passando.
Já não iam mais ao Zaffari à noite, porque hordas invadiam o supermercado para comprar bebida e tentar roubar alguma coisa. Quem não acredita é só perguntar ao gerente o que essa “gente” fazia – e tenta fazer – aos domingos. Tiveram que até fazer uma grade na frente do prédio para impedir a baderna; reforçam a segurança; retiram bancos.
Um inferno!!
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Acreditem: esta viadagem maluca tomou conta da Cidade Baixa por 2 motivos:
1 – uma boa parte dos moradores do bairro acreditava ser “democrático” a vinda daquela gente nos finais de semana para as principais ruas;
2 – as Polícias simplesmente fingiam ignorar o problema.
Especialmente aos domingos, há anos que é impossível trafegar pela Lima e Silva. Dou sempre uma baita volta para chegar na garagem. E há muito tempo que também não saio à rua nas noites de sábado e domingo.
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Sexta, 20 de agosto
Uma bobagem muito legal!!
Claro, meus amigos, porque hoje é sexta-feira!!
Querem o quê?
Assunto sério? Ah, hoje não!!
Por isso guardei uma bobagem sensacional para publicar hoje.
Daquelas de se copiar e mandar para os amigos.
Lá vai:
Música do surdo:
"Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada."
(Engenheiros do Havaí)
Música do mudo e do surdo:
"Eu quis dizer, você não quis escutar!!!"
(Paralamas do Sucesso)
Música do leproso I:
"Já não tenho dedos pra contar..."
(Lulu Santos)
Música do leproso II:
"Jogue as suas mãos para o céu."
(Kid Abelha)
Música do sexo anal:
"Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz. Quero ver o amor crescer, mas se a dor nascer, você resistir e sorrir!!!"
(Jingle de final de ano da Globo)
Música do japonês excitado:
"Meu pintinho amarelinho, cabe aqui na minha mão..."
(Gugu Liberato)
Música do pão duro:
"Amanhã de manhã vou pedir UM café pra nós DOIS!!!"
(Roberto Carlos)
Música do surfista tarado:
"COMO uma onda no mar!!!"
(Lulu Santos)
Música dos anões:
"Então eu me afogo num copo de cerveja..."
(Só Pra Contrariar)
Música da virgem:
"Como é que uma coisa assim machuca tanto..."
(Só Pra Contrariar)
Música do epilético:
"... o corpo estremece, as pernas desobedecem. ..."
(Ara Ketu)
Música do desodorante vencido:
"Quando você passa eu sinto o seu cheiro..."
(Banda Eva)
Música da mulher aos 40 anos:
"Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia..."
(Lulu Santos)
Música da menstruação atrasada:
"A semana inteira, fiquei esperando... "
(Tim Maia)
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24 de dezembro – Especial
Natais e a bota vermelha
Uma vez, bebezão, me colocaram no colo de um Papai Noel para tirar uma foto. Tiraram a foto, mas o velho ficou registrado com uma cara de dor, porque me agarrei na barba branca que era legítima. Não me peçam para ver a foto porque é muito grotesca.
Mal caminhava e já curtia esse negócio de Papai Noel. Uma ânsia desgraçada. Ficava muito brabo porque sempre quando ele tocava na campainha, anunciando que os presentes tinham chegado, eu não conseguia vê-lo. Lembro que uma vez cheguei a ver, descendo as escadas da porta de serviço do apartamento, parte de uma perna do velho.
Maiorzinho, pedia para o meu irmão escrever uma carta com os meus pedidos. Meu pai se prestava. Pegava as cartas – até a minha avó escrevia – e enviava para ele. A cascata era completa. Levava junto uma bota vermelha, para que o PN trouxesse os presentes.
A bota vermelha, de feltro, com uma fica branca, era o símbolo do nosso Natal.
Eu ficava muito emocionado quando minha mãe entregava ao pai a bota vermelha, cuidadosamente dobrada. O coração disparava e logo me dava uma diarréia danada. Pura emoção.
Isso durou até os meus 12 anos – claro que sabia da cascata, mas a bota ficava junto da árvore e do presépio, e todo dia alguém depositava algum presente.
Por que até os 12 anos? Simples, o mentor da bota morreu.
Mesmo assim sempre tivemos Natais animados, preservando a cerimônia da árvore, presépio e, principalmente, da bota vermelha. Minha mãe e eu, além da minha avó, tias, etc.
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Quando ultrapassei a barreira dos 30 anos, já no primeiro Natal do Guilherme, resgatei o papel que era exercido pelo meu pai. Além de nós três, parentes da Rute, como seus pais. E, depois da Ceia, a distribuição dos presentes. Tarefa minha. “Do fulano para o... Guilherme”. Praticamente só tinha presente para ele. Nervosíssimo, quase um bebezão.
O Gustavo também padeceu, no bom sentido, com a bota vermelha do Papai Noel.
Uma das vezes, a mais legal, foi assim: Levei os dois para a sacada, para cuidar um caminhão que estava estacionado na rua. Uma coincidência legal. Será que era o caminhão dele? Guilherme alerta, o Gustavo sentado no parapeito, bem seguro por mim. A mãe arrumou tudo no corredor, um monte de presentes fora da bota, que estava cheia, fechou a porta e tocou a campainha insistentemente.
Saltamos em direção à porta.
O Guilherme puxava as sacolas para dentro, o Gustavo engatinhando tentava também puxar e eu me encarreguei da bota vermelha, sempre ela, a mesma da minha infância.
Sentei numa poltrona, ao lado da árvore, e todos se postaram no chão – até o meu sogro. Impaciência de todos e eu fazendo uma onda terrível para eles. Cada vez que entregava um presente, o Guilherme contava quantos o felizardo tinha recebido. Claro que os dois deram um banho de presentes em todos.
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Outro dia, num desses almoços de domingo, alguém lembrou a festa que era a noite do dia 24 de dezembro.
O Guilherme, mais saliente, lembrou:
- Era uma festa muito legal, mas tu fazia uma onda danada, mais por causa dos teus uísques!!
E eu:
- Fazia o show direitinho, vocês ficavam se babando.
O Gustavo não poupou:
- Lembro bem da tua voz pastosa, meio que enrolando a língua.
Tive que concordar.
Mas era um festão!!
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Sexta, 10 de setembro
Atenção comunistas, ex-fãs do Fidel:
Alfredo Octávio vai levá-los ao Burundi!!
Também estou condoído. Parece um pesadelo.
Compreendo a dor dos nossos comunistas, espalhados por este país afora, abrigados nos mais diversos partidos, apunhalados pelo Comandante Fidel Castro. Décadas e décadas de propaganda pró-Cuba e, de uma hora para outra, assistem passivos, abobados, cair mais um Muro de Berlin – no caso, espatifou-se o Muro de Havana.
Fico a imaginar como está o nosso deputado estadual do PcdoB, o camarada Raul Carrion, um dos mais entusiasmados defensores da Ilha!! Só posso dizer: Força, Camarada!! Lembre-se que está em plena campanha por mais um mandato na Assembleia do Povo Gaúcho!!
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Para quem ainda não sabe, o Comandante Fidel, direto do sarcófago, afirmou nesta semana que o "modelo cubano" não tem mais apelo para ser exportado para outros países. E o supremo líder comunista foi fundo: "O modelo cubano não funciona mais nem mesmo para nós".
Não é o fim do mundo?
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Como o previdi.com.br tem um coração imenso e se apieda até dos comunistas, consegui ontem à tarde conversar, longamente, com um amigão, milionário e jornalista, chamado Alfredo Octávio. Por quê?
Explico.
Alfredo Octávio não trabalha há muitos anos. Vive, muito bem, pelo mundo. Tem mansões em 5 grandes cidades do mundo, além de um triplex em Porto Alegre, apesar de nos visitar muito pouco. É bilionário e faz muita benemerência. Um homem bom. Só que promete me levar a Paris há 12 anos e sempre encontra uma desculpa. Mas isso não tem nada a ver.
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Quando comecei a falar sobre as declarações do Comandante e o desespero dos comunistas brasileiros, adoradores da Ilha, Alfredo me cortou:
- Já sei, conheço esta história. Daqui a uma semana eles já têm um outro país, onde o comunismo triunfa!
Era a resposta que queria.
- É isso, Octávio! Por que não leva estes comunistas para conhecer o Burundi, especialmente a capital Bujumbura. Vai que eles se apaixonam pelo presidente Pierre Nkurunziza e nasce um novo líder comunista!
- Mas o meu amigo Pierre não é comunista!
- O que importa? Quem disse que Fidel, Chavez e Lula são comunistas? A gente sabe que não são, mas são uns chefões com muito charme.
- Faz sentido, Gordinho. Pierre é um homem elegante, criado na Europa. É um intelctual.
- Pois é, a minha ideia é levar, toda semana, um airbus lotado de comunistas para Bujumbura. Mordomia total!! O que achas?
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Segunda, 13 de setembro
Atenção comunistas, ex-fãs do Fidel:
Alfredo Octávio vai levá-los ao Burundi!! – 2
Só para lembrar:
O Comandante Fidel, direto do sarcófago, afirmou na semana passada que o "modelo cubano" não tem mais apelo para ser exportado para outros países. E o supremo líder comunista foi fundo: "O modelo cubano não funciona mais nem mesmo para nós".
Não é o fim do mundo?
Aí ele tento desmentir, dizendo que o interpretaram mal, que falou no fim do modelo capitalista, tal e coisa. Mas não tem papo, a entrevista foi gravada.
Como o previdi.com.br tem um coração imenso e se apieda até dos comunistas, consegui ontem à tarde conversar, longamente, com um amigão, milionário e jornalista, chamado Alfredo Octávio. Por quê?
Explico.
Alfredo Octávio não trabalha há muitos anos. Vive, muito bem, pelo mundo. Tem mansões em 5 grandes cidades do mundo, além de um triplex em Porto Alegre, apesar de nos visitar muito pouco. É bilionário e faz muita benemerência. Um homem bom. Só que promete me levar a Paris há 12 anos e sempre encontra uma desculpa. Mas isso não tem nada a ver.
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Sexta, 10 de dezembro
Blogueiros, o que é blogueiros?
Hoje de manhã, cedo, escuto na Rádio Gaúcha que o “governador eleito Tarso Genro concede entrevista a blogueiros”.
Mesmo que não goste do termo (sou do tempo em que blog era mais ou menos como o diário dos adolescentes de antigamente) fui dar uma conferida na minha caixa de entrada.
Nada.
Aí, o óbvio, Google em mim.
De prima: O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), concede entrevista a blogueiros gaúchos (e blogueiras) nesta sexta-feira (10), às 15h30min, no Centro de Treinamento da Procergs, sede da transição de governo. Segundo a assessoria de Tarso, o evento faz parte de uma série de iniciativas de um governo que pretende estabelecer canais permanentes de diálogo com a sociedade e incentivar fortemente a inclusão digital. “Essas inovações trazidas pelas novas tecnologias colocam a democracia em um outro patamar, e esse grupo social que representa milhares e milhares gaúchos é a grande novidade no processo de formação de opinião e de interferência no processo político democrático aqui no Estado”, disse Tarso ao comentar a iniciativa da entrevista, que será transmitida pelo site da transição de governo e comentada através do twitter. Do microblog serão selecionados algumas perguntas para serem respondidas por Tarso Genro.
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Pensei: Ufa, legal, não me consideram um blogueiro!!
Eu sou saiteiro!!
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Mas fiquei com a pulga atrás da orelha.
Pelo que sei, o pessoal próximo do nosso governador eleito lê o previdi.com.br e inclusive o Tarso Fernando dá eventualmente uma passada por aqui. Até mesmo o comandante Raul tem o costume de todas as manhãs dar uma conferida nas críticas a ele.
Aí passei um e-mail a mais ou menos 20 saiteiros/blogueiros que conheço. E também a um blogueiro tri-de-esquerda, que costumo ler porque o cara sabe escrever, ao contrário dos demais.
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Sabe o que recebi de resposta?
Todos, todos os que consultei me responderam assim.
“Não”.
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Aí a pulga coçava ainda mais.
Quem foi nesta coletiva, meu Deus?
Estou curiosíssimo e conto pra vocês na segunda.
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Ah, sim, o Sul 21 estará lá em peso.
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Segunda, 13 de dezembro
Blogueiros, o que é "blogueiros"?
Para Tarso Fernando, quem são os "blogueiros gaúchos"? - 2
Por mais que me expliquem, por mais que desenhem não consegui entender a “entrevista coletiva” de Tarso Fernando com “blogueiros gaúchos”.
Como escrevi na sexta passada, não me considero um blogueiro, simplesmente porque sou do tempo em que blog era feito por aquele sujeito que tem um “diário de sua vida”, bem nos moldes daqueles de adolescentes do século passado – “Meu Diário”.
Não faço blog, então.
Faço site. Publico notícias, informações, fofoquinhas minhas e de leitores, opiniões em geral. E não escrevo uma linha para agradar quem quer que seja. Jamais tiveram coragem de me pedir para passar a mão na cabeça de alguém.
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Aproveitei o final de semana para ver como foi a tal coletiva.
Recebi um e-mail me informando que foram sugeridos alguns nomes e que estes foram chamados: “Não poderíamos chamar todos, ia virar um ajuntamento”.
Aí fui de cara no Sul21.
Tem uma matéria de Rachel Duarte sobre a “coletiva”.
Lá pelas tantas, ela escreve: Cerca de 20 blogueiros progressistas foram convidados a participar da coletiva. Coube a eles questionar o futuro governador sobre temas que não estão na pauta diária da imprensa convencional.
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Notaram?
“Blogueiros progressistas”, “imprensa convencional”.
Ah, me poupem, por favor!!
Ainda bem que não me convidaram!!
Faço uma aposta: esses 20 “blogueiros progressistas” não têm nem 1/10 da minha audiência diária.
Hahahaha!!!!
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Já expliquei que não leio esses sites/blogs tri-de-esquerda porque são muito ruins, mal escritos. Raríssimas exceções.
Na matéria do Sul21 – uma das exceções – a redatora cita um desses blogs. Fui conferir. Na primeira matéria leio isso: “...do repórter Breno Costa, do auto-denominado jornal Folha de S.Paulo”.
O que é isso, meu Deus do Céu? Auto-denominado?
Parei a leitura por aí.
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Li outras matérias sobre a “coletiva”, em sites tri-de-esquerda.
Muita bobagem, mas li.
Afinal, final de semana nublado se presta para qualquer sacrifício.
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Em tempo: raramente vou a entrevistas coletivas de verdade.
Pura implicância, Vera.
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Para encerrar: pior é que esses “blogueiros” acham que são jornalistas.
AGRADEÇO MUITO A TODOS OS AMIGOS, LEITORES E AMIGOS/LEITORES QUE ME ENVIARAM MENSAGENS ALVISSAREIRAS DE FINAL DE ANO. PARA TODOS, UM 2011 COM MUITA SAÚDE E MUITA GRANA!!!!
Ao ler teu texto de Natal, foi como se eu tivesse contato minha história. Era mais ou menos assim, com a diferença de que lá no Interior as crianças tinha que dormir e só na manhã do dia 25, ao acordar, encontrava os presentes sob a árvore de Natal. Eu sempre ganhei bola de plástico ou carrinho de madeira.
Eu só queria saber porque a maior parte das rádios está tratando o Natal como feriadão. Para mim, feriadão é quando tem feriado na sexta ou na segunda, quando as pessoas contam o sábado e o domingo como folga. Para mim, não tem nada de feriadão.
Carlos Mota
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Caro Prévidi, a gente não deve reclamar de algo ruim pois pode piorar, e muito. Lembra quando reclamaste da Xuxa aparecendo do programa do Ex-Faustão, agora Faustinho? Pois bem, você reclamou e a Globo se vingou e colocou a Hebe Camargo no programa! Então te peço o favor de não falar mais nada, sob pena de aparecer uma mala pior nos próximos programas. Apesar de ser difícil acharem algo pior que a Hebe, não devemos subestimar o poder da Globo!
Claudio Spencer
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Antes de mais nada, desejo ao amigo um 2011 repleto de sucessos,entre eles mais um Prêmio Press. Quanto à história levantada pelo Reche sobre a poroposta a Ronaldinho,convém conferir quando ela foi apresentada ao jogador. Creio que isso ocorreu depois do acerto dele com o Paris Saint Germain,isto é,foi algo para atirar o jogador contra a torcida e tentar justificar sua perda e os altos salários pagos aos que não jogavam um terço do futebol mostrado pelo craque.
Milton Ferretti Jung
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Não sei se te mandaram a explicação do comercial de Natal do Zaffari, mas já o deves ter entendido. Este comercial é uma obra de arte em alguns minutos. Ele resume em pouquíssimo tempo o que muitos autores só conseguem dizer em um longa-metragem. Longe de minha intenção querer explicar-te a obra, mas perto de mim a petulância de entendê-la e com eae me emocionar.
Temos, no começo, perto do Natal, um menino olhando um trenzinho na vitrine. Ora, na nossa época, ter um brinquedo daqueles era o sonho de todo o guri, embora fosse acessível apenas para poucos. Eu mesmo, só fui ter um deles depois de adulto e adquiri-lo com meu próprio dinheiro. Pois o pai sabe que o filho desejava aquele presente de Natal e não poderá dá-lo, por estar desempregado. Ele olha o brinquedo na vitrine e o Papai Noel lhe dá a dica de que a loja precisa de um ajudante. Com um emprego, poderia comprar o trenzinho. Note-se que nesta cena apenas o Papai Noel está colorido. Ao virar-se para onde estava o Papai Noel, o Bom Velhinho havia desaparecido.
Passa-se um ano e o empregado pergunta ao patrão se para o Natal presente não irá contratar um Papai Noel, invocando o ano anterior, e ouve como resposta que a loja nunca havia contratado nenhum. De onde, então, havia surgido aquele Papai Noel que lhe deu a dica de emprego???
Note-se que a história é contada por um idoso. Ele é o pai desempregado do garoto que desejava o trenzinho, que contava a sua história de Natal para o neto. E termina o comercial com o avô e o neto caminhando num bosque(me pareceu o Parque da Redenção). E, pela magia do Natal, por acreditar no Papai Noel, o avô que caminha com o neto se transforma também num menino que um dia sonhou em ter seu presente na noite de Natal.
Foi o que entendi deste belo comercial, que deveria ganhar muitos prêmios, pois conforme afirmei antes, diz em pouquíssimo tempo o que muita gente precisa de um filme de hora e meia para dizer.Creio já ser o segundo ou terceiro ano que o Zaffari mostra a mesma obra, que é magnífica. Não sei qual é a agência que o produziu, mas todos os que fizeram este comercial estão de parabéns.
Como Natal tem nozes, só faltou aparecer novamente o esquilo (antigo e aposentado símbolo do Zaffari).
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Boa polêmica. http://www1.folha.uol.com.br/poder/848072-diplomatas-americanos-orientam-atencao-com-mst-segundo-wikileaks.shtml
Paulo Guerra
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Aquela estudante que andava quase pelada numa Faculdade de São Paulo, que ocasionou uma celeuma muito grande, lançou recentemente uma espécie de biografia ( quem comprou? ); agora o cantor ( não canta nada ) Belo vai lançar sua biografia; para quê ? Suzana Vieira ( o tal namorado dela é museólogo ? ) virou cantora; serão feitos filmes da vida do Tiririca e do cantor Frank Aguiar; quem vendeu mais discos nos últimos tempos foram o xarope do Padre Marcelo e a Xuxa, que, certa vez, uma pedagoga qualificou com "serial killer da mente das crianças ".
A TV apresenta os Big Brother ( Globo ) e A Fazenda ( Record ), pelo que leio ( não assisto ),com um bando de medíocres, que viram celebridades e, inclusive, passam a ter fãs.
Sem esquecer do tal de funk e do hip hop ( nóis é da perifa, onde a polícia bati ni nóis ).
Muito mais se poderia dizer.
Isto é "curtura". Pobre Brasil.
Sérgio Oliveira
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Um feliz natal para você e sua família. Tua crônica - sim CRÔNICA, com letras, merecidamente garrafais, foi fantástica. Emocionante. Escreveste com o coração sobre fatos de tua infância e de teu amadurecimento como chefe de família. Um abraço amigo.
Rogério Böhlke
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Caro Prévidi,
Sou seu leitor há tempos, mas infelizmente tenho que concordar com alguns colegas, na aposentadoria de desembargador, que me alertam que o senhor quase nada censura, mas quando tentam revelar opiniões sobre a imprensa vermelha (colorada) a censura pega, infelizmente concordo, pois há uns dias passados escrevi ao senhor, quando foi mencionado que a RBS era gremista!!!
Pelo amor de Deus,o senhor não ouviu, assistiu, leu o que a Gaúcha, Zero Hora e a TV fizeram com o Grêmio no decorrer do ano??? Era só Inter Inter, até assinatura da Zero Hora foi para Abu DABI, fora os 3 mil rádios, e da-lhe Inter e Inter, estavam até ironizando a Inter de Milão, pois claro, já estavam na final, e quando da derrota, o senhor não ouviu o desabafo colorado do Denardin???
Coisa de louco, mostrou a camisa vermelha que trás embaixo da camisa da RBS, nunca se ouviu aquilo, o HaroldoInter de Souza quando se n e g o u a narrar o segundo do Mezembe, o que é isso? É ser profissional??? E o Reche que agora veio a forra, tentando tirar o Ronaldinho do Grêmio, que após a derrota do seu time em Dubai, falava como se estivesse em um velório, Prévidi.
Peço como seu leitor, não precisa concordar com se escreve, mas por favor publique, pobre do Denardin, Reche e Haroldos ... nada contra serem colorados mas que venham a público e corajosamente o digam e não tentem fazer com que seus ouvintes e telespectadores sejam tratados como idiotas.
Um abraço
Dr. João F de Oliveira
desembargador aposentado
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Reche e Prévidi sobre Ronaldinho
Dor de cotovelo? Coisa de colorados!
O Reche tem gratidão pelo Colorado desde o tempo do Asmuz.
Sérgio Tamusiunas
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Se estiver correto em minha denúncia a cidade receberá dinheiro de volta. (Favor divulgar aos demais veranistas) http://praiadexangrila.com.br/inconstitucionalidade-na-percepcao-de-gartificacoes-por-prefeito-vice-e-presidente-do-legislativo-de-xangri-la/
Jorge Loeffler
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Nao entendi como ninguem, ou melhor entendi pois é a midia colorada que manda aqui no estado,como ninguem comentou o desabafo colorado do Pedro Ernesto quando do segundo gol sofrido pelo Inter, realmente a camiseta entrou no Pedro para nao mais sair, e o Paulo brito que chorou no ar??? meu deus do ceu, para terminar o Haroldo Inter de Souza dizendo que ia se negar a narrar o segundo gol contra o inter e o reche que no final sua voz parecia de velorio, pobres, esconderam, ou tentaram pelo menos, a sua cor clubistica e soltaram a franca de um jeito tao mediocre e pobre , pobre como a arrogancia do Inter, do celso roth e fernado carvalho que pareciam os dono do mundo, sim do mundo do beira-remendao-rio.
João de Oliveira Rodrigues
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Nova trilha sonora de filme de terror: Mazeeeemmmmbbeeeeeee! Mazeeeemmmmbbeeeeeee! Mazeeeemmmmbbeeeeeee!
Pedro Czarnina
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Vou encaminhar ao programa do Sr. Machado Filho, reclamação pela não transmissão do jogo Inter x Internazionale. Passaram meses me vendendo aquilo...
Pedro Czarnina
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Inter 3º melhor do mundo.... piada.
Você tem razão... o 2º melhor do mundo, o Mambenbe "é melhor que" Barcelona, Manchester, Bayern Munique, Real Madrid, Fluminense, Grêmio....
Tenha paciência... todos os acima são melhores que Inter de Milão, Mazembe e o resto que disputou o mundial.
Dizem que se o Inter jogasse mais nove vezes contra o Mazembe ganharia as nove. E se em 2006 jogasse mais nove vezes contra o Barcelona perderia as nove.
Quem com Gabiru fere com Kabangu será ferido...
Vencer um mundial com gol de Gabiru não podia passar impune. A Conta chegou...
um abraço
Estevão Arnhold, de Ivoti
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Prezado Prévidi
Sou teu leitor assíduo e prezo o teu estilo despojado e irônico de lidar com as noticias do cotidiano e dos bastidores políticos. Tomo a liberdade de te escrever, pela primeira vez, porque confesso, fiquei curioso de indagá-lo do porque de não ver uma linha sequer sobre os últimos devaneios da "herdeira" do clã Brizola. Digo últimos porque como todos sabem não é de hoje o comportamento destemperado dessa menina, se assim podemos chamá-la. São tantas declarações e fatos marcantes, na minha humilde opinião desastrados, e que envolveram os veículos de comunicação e sites nos últimos 15 dias, que estranho, sinceramente, o teu silêncio.
Imagino que tens muita coisa engasgada a dizer, pois sei do teu poder de fogo com as palavras, e isso me faz ainda mais incrédulo da automordaça a qual te submetestes. Que motivação seria essa? Quais pressões sofrestes? Fica essa dúvida a mim e a todos os teu leitores, que por certo compartilham desse sentimento de frustração, pois tenho a certeza, muito terias a contribuir para a qualidade das informações oferecidas a sociedade sobre esse tema.
Carlos
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O Paulo Odone que me perdoe, mas na posse como presidente do Imortal afirmar que "as nádegas do goleiro do Mazemba jamais sairão da minha cabeça"´é, no mínimo, coisa de BUNDÃO!. Com disse o Túlio Milmann, ele que esqueça as nádegas do goleiro do time do Congo e olhe para as suas.
Se bem que ficar sonhando com nadegas de homem é coisa bem mais complicada.
Aliás, meu querido amigo Luiz Reni é outro que está extasiado com a "dança da bundinha" do Kidiaba.
Machado Filho
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Caro Prévidi, no programa " Redação Sportv" o apresentador comparou Pedro Ernesto a Valdir Amaral e Jorge cury, como se Pelé e Coutinho pudessem ser comparados com Damião e Alecssandro.
Pedro Ernesto como narrador é um Frank Sinatra.
abraço
Angelo Alfosin
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Na verdade, a coisa "preteou" pro lado do Inter. Mas só perde quem está disputando.
Sem querer transformar teu conceituadíssimo site em "Farroupilha chamando o Atlântico Sul"(lembra dos recados que o pessoal mandava para as praias e vice-versa?), quanto ao recado da Maria Luiza (tomara que já tenha recebido os pilas do governo) ela sabe que adoro ARANHA desde pequeno. Aprendi lá em São Gabriel. E, prá quem não sabe, a Malú, ou o marido dela, criam galinhas e vendem um ovos da colônia, maravilhososos. Aqueles com a gema bem amarelinha.
Machado Filho
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Discordo da maioria das opiniões de colorados que tenho ouvido sobre a fiasqueira de ontem. Não acho que tenha havido soberba. Acontece que esse time vinha naufragando desde a reta final do Brasileirão, mas a direção preferiu se iludir achando que era devido à falta de foco na competição nacional. Mas a verdade é que todos viam, com exceção da direção e comissão técnica, que com o Renan no gol, o Alexsandro no comando do ataque, com uma zaga a caminho da aposentadoria, com laterais que acham que é proibido ir atá a linha de fundo e um camisa 10 inconfiável, nós é que éramos zebra!
Claudio Spencer
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Prezadíssimo,
Ninguém falou, mas o que faltou foi o GABIRÚ!!!!!
Abs tricolores,
Rigoberto Gruner
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O Inter perdeu para o estorvo
Os colorados passaram quatro meses sonhando com a Inter de Milão e foram acordados por um pesadelo representado por um enorme crocodilo africano. Era Eto'os pra cá, Sneijder pra lá, Maicon, Lúcio, Júlio César. Ninguém estava interessado em Kabangu, Kaluytuka, Nkulukula, Kabungu. A cada semana, as notícias indicavam que o bi vermelho eram favas contadas. Os repórteres testemunhavam direto da Itália a crise milanista. Muitos torcedores brincavam que o bom da fórmula atual do mundial é que numa viagem só assistiriam ao jogo contra o campeão europeu, que acreditavam seria a inevitável final e, de lambuja, veriam algum time exótico antes, cuja presença era apenas uma espécie de estorvo. O Inter perdeu para o estorvo. Se eu fosse colorado, entrava no Procon, por propaganda enganosa (como gremista, talvez faça isto, afinal, fiquei os últimos meses considerando que o inevitável aconteceria). Gastaram uma fortuna para ir até aquela Disneylândia oriental, onde quase tudo é artificial, brega e sem graça. Nos bares é proíbido beber qualquer coisa com álcool e na praia, se olhar para o tornozelo de uma mulher, tarefa difícil, diga-se de passagem, pode ir em cana. Com esta grana, dava para ir umas cinco vezes a Punta Del Este, como gostam certos dirigentes dos times gaúchos, ou umas dez vezes a Florianópolis, como costuma fazer boa parte dos colorados (e gremistas também) que foram a Abu Dhabi. Agora, estou me deliciando com os ludopédicochatos da mídia esportiva, que adoram dizer que torcedor não entende nada de futebol, nunca sabe porque seu time perde ou ganha. Eu sempre ouço e leio tudo que os colegas comentaristas têm a dizer. Não quero correr o risco de assistir a um jogo sem entender o que vou ver. Hoje, já li que o Mazengue é a base da seleção do Congo. Ah, bom. E o Saprissa é a base da seleção da Costa Rica, e o Oriente Petrolero deve ter uns três ou quatro jogadores na seleção boliviana. Uau. Adorei, também, ver o Celso Roth, com aquela cara e jeito de garçon de churrascaria de subúrbio, tentando explicar a derrota. A cada final de partida no brasileirão, ele garantia que tudo estava conforme o planejado, que o Internacional buscava algo maior. Devia ser o vice-campeonato congolês. Aliás, o campeão da África deve ter uma folha de pagamento que, somados os jogadores, treinador e preparador fisico, provavelmente custa menos que manter o Pato Abondanzieri no banco. Sou mais o Kidiaba e sua dança da bundinha.
Luiz Reni Marques, jornalista
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Para onde vai o ludopédio?
O Sport Club Internacional fez um fiasco enorme neste início de semana. Sobre isto nem vou falar, pois penso que assunto esgotado.
Lembro que não faz muito tempo num jogo entre o time gaúcho e o Corinthians, o Ronaldo Fenômeno, já com idade avançada e muito acima do seu peso ideal, literalmente entornou o zagueiro Índio por quatro ou cinco vezes até deixá-lo deitado no gramado fazendo então o gol. Queriam que resultado?
No meu tempo de guri e não faz muito mais que meio século, havia em Porto Alegre diversos times, a saber; Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Nacional, São José, Renner e Força e Luz.
No interior havia cidades com até três clubes. Pelotas tinha Pelotas, Brasil e Farroupilha. Caxias tinha Flamengo e Juventude. Rio Grande tinha Rio Grande, Riograndense e São Paulo. Havia dois clubes em Passo Fundo, Santana do Livramento, Erechim. Carazinho, Uruguaiana. No momento não recordo os demais clubes o que não influiu no raciocínio que pretendo externar. No campeonato gaúcho de 54 o Renner recebeu o Juventude no estádio Tiradentes. Os gringos fizeram 2 gols e levaram 9 na bagagem.
Hoje temos poucos clubes e num futuro não muito distante penso que o futebol profissional vai ficar embretado. Quando eu fazia de conta que era árbitro os jogadores profissionais corriam em média 6 quilômetros durante um jogo. Hoje correm 12 quilômetros, ou seja, pela movimentação o campo ficou reduzido à metade. Difícil um futebol vistoso e técnico como outrora. Mas aí começa o problema, pois o organismo humano tem limitações e o que pode um ser humano dar já está no limite.
Hoje surgem as fraturas ósseas por stress. Se mantidos os calendários como hoje, nos próximos vinte anos os clubes que conseguirem continuar existindo necessitarão não mais de um elenco de 30, mas talvez de 250 ou 300 atletas, pois os problemas de lesões vão se avolumar de uma maneira incontrolável. E aí será impossível manter clubes profissionais. Os bem jovens devem começar a pensar seriamente nisto, pois inevitável, infelizmente."
Jorge Loeffler - www.praiadexangrila.com.br.